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    terça-feira, 26 de março de 2013

    Entrevista com Tite Kubo

    "Pai" do Ichigo e cia. fala durante evento na Alemanha


    Quem acompanha Bleach sabe que autor Kubo Tite (ou Tite Kubo) quer conquistar o posto de Rei dos Trolls, sempre trollando os leitores com coisas que estão tão na cara mas que conseguem surpreender (ou por mudar de foco quando a história está na melhor parte).  E recentemente, no meio de revelações importantes, ele resolve ir para um evento na Alemanha. Bom pelo menos ele concedeu uma entrevista bem bacana, que foi transcrita por um fã e você confere abaixo traduzida pelo site bleach PROJECT:
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    Esta entrevista foi dada por Kubo Tite no dia 16 de Março de 2013, entre 12h45min e 13h45min, no evento Leipziger Buchmesse (Feira de Livros da Lípsia), na cidade de Lípsia, Saxônia, Alemanha. As perguntas feitas foram feitas pelos usuários do fórum Tokyopop Alemanha, e perguntadas pelo diretor de publicação Dr. Joachim Kaps, via um intérprete (tradutor oral). As respostas de Kubo foram dadas a uma plateia pelo intérprete.


    Joachim: Você algum dia imaginou que BLEACH seria tão popular assim?
    Kubo: Nunca foi minha intenção criar um mangá que fosse tão popular. Eu apenas desenhei uma história que eu gostaria de desenhar.


    J: Há algum personagem em particular que é difícil de desenhar?
    K: O Ichigo é bem difícil.

    J: O que tem de difícil nele?
    K: Basicamente tudo (risos)

    J: Então você diria que fez uma escolha ruim em deixar o design dele do jeito que é?
    K: Bem… (faz uma cara pensativa). Eu sempre me perguntei por que o Ichigo aparece tanto na história.

    J: Porque ele é o protagonista?
    K: É, acho que você tem razão (risos)

    J: Falando em design, você faria design de personagens para outra coisa que não BLEACH? Como para personagens de videogame?
    K: Isso seria muito difícil pra mim, já que eu não sou bom em adivinhar no que as pessoas estão pensando. Talvez seja mais fácil se a linha de pensamento delas for parecida com a minha.


    J: Quando pinta uma página, você usa outra coisa além de marcadores?
    K: Bom, às vezes eu uso um pouco de lápis de cor. Porém, eu não uso computadores pra pintar, já que eu não tenho muita experiência neles.


    J: Muitos leitores se perguntam porque você tende a fazer desenhos tão minimalistas sem cenários de fundo, se focando só nos personagens.
    K: Acredito que cenários distraem o leitor para o que o personagem está sentindo.
    Sempre que eu deixo de usar fundos nas páginas, é para permitir que os leitores vejam o coração do personagem.

    J: Além de mangá, você também gosta de ouvir música. Se tivesse que escolher entre um deles…
    K: Eu nunca desistiria de mangá (Plateia o aplaude).

    J: Alguns leitores bem informados descobriram que você costuma ouvir música enquanto desenha. É verdade?
    K: Sim.

    J: E a música combina com a cena? Como: algo calmo quando personagem está muito pensativo ou um rock pesado durante uma luta? (Plateia ri)
    K: Às vezes. A música é mais para me dar suporte do que para se encaixar na situação. Eu posso estar ouvindo uma música calma durante uma luta, mas no momento seguinte estar ouvindo algo mais pesado.

    J: Vários mangakás possuem assistentes para dar conta da carga de trabalho. Você tem algum assistente?
    K: Sim, tenho quatro.

    J: Como você distribui o trabalho?
    K: Meus assistentes fazem [...] e os cenários. (Ele disse alguma coisa, mas não consegui entender o intérprete. Tinha algo a ver sobre linha).

    J: Tem algo que você jamais deixaria um assistente fazer? Algo que o senhor queira muito desenhar?
    K: (Sorri) Explosões e outros efeitos. Eles refletem as emoções dos personagens.

    J: BLEACH é cheio de línguas diferentes. Os Quincies usam o alemão, os Arrancars o espanhol. Fullbringers o inglês. Por quê?
    K: Para os Arrancars, eu acredito que o espanhol soa muito ardente e um pouco erótico, então combina bastante com o estilo de vida selvagem deles. O alemão soa mais frio, cruel e metódico, algo que combina com os métodos dos Quincies. Eu também gostaria de usar o francês alguma hora, porque soa bastante elegante. Mas não consigo imaginar uma boa maneira de incluir isso na história.

    Autocaricatura do autor

    J: Acho que já é hora de um pouco de desenho, não acha?
    K: Claro. O que você quer que eu desenhe?

    Os acompanhantes de Kubo escolhem quatro pessoas da plateia, cada um deve escolher um personagem de BLEACH. Hitsugaya com o visual atual e a Nel criança são os primeiros escolhidos (a plateia reclama, já que queriam ver a Nel adulta). Kubo os desenha assim: Nel chorando agarrada no ombro esquerdo de um Hitsugaya irritado, olhando pra Nel. Os próximos são Ulquiorra (fazendo a plateia vaiar a garota que o escolheu) e Yoruichi (a plateia aplaude concordando com a escolha). Kubo desenha Yoruichi no canto inferior direito, após pular de um dos pilares vermelhos gigantes do Hueco Mundo. Enquanto está no ar, ela está olhando por cima de seu ombro direito com uma cara séria. Ulquiorra está pulando atrás dela com sua mãe direita esticada em direção as costas de Yoruichi (todo o processo foi gravado e o vídeo provavelmente ficará disponível na internet depois).

    J: Isso foi bem legal. Mas vamos mudar de assunto. Quando outras mídias de BLEACH, além do mangá, são criadas (filmes, merchandise, jogos), você se envolve no processo ou não tem tempo pra isso?
    K: Eu gostaria de me envolver. Infelizmente, não tenho tempo pra isso.


    J: Até onde sabemos, você é um gamer bem fervoroso. Já jogou algum jogo de BLEACH? Se sim, qual seu favorito?
    K: Eu joguei todos, mas não sei dizer qual é o favorito. O nome desses jogos soam todos parecidos que eu não consigo distinguir eles (plateia ri).


    J: BLEACH tem vários musicais, o que é incrível. Sabemos que você ao menos já viu um deles. O que sentiu?
    K: Foi uma situação estranha pra mim. Aquelas pessoas no palco eram uma mistura de atores reais e personagens fictícios que eu criei. Foi um sentimento bem estranho.


    J: Vamos falar um pouco sobre o conteúdo de BLEACH agora. Seus leitores alemães gostariam de saber se haverá mais informações sobre a Ururu.
    K: Ururu permanecerá como um mistério. Mas talvez eu mude de ideia, se revelar seu passado trouxer algum benefício para a história principal, em alguma hora.

    J: E o Grimmjow? Ele aparecerá de novo?
    K: Seu futuro será revelado quando a hora certa chegar. (plateia faz som de impaciência)


    J: Por que o Kaien e o Ichigo se parecem tanto?
    K: O mangá no Japão está abordando isso agora.

    J: Bom, então isso quer dizer que uma hora, no futuro, vamos descobrir. E por que Aizen ainda está vivo?
    K: Ele ainda é necessário na história.

    J: Depois que Kaien morreu, por que Ukitake demorou tanto tempo para escolher um novo Tenente?
    K: Nem Sentarou nem Kiyone queriam o posto, então eles faziam o trabalho de Tenente juntos, mesmo sendo 3º oficiais.

    J: Ichimaru está morto ou, assim como o Grimmjow, ainda tem chances de reaparecer?
    K: Ele está morto (plateia grita em decepção, com eu sendo o que mais faz barulho). Foi melhor para ele morrer naquele momento.

    J: Você apresentou Ginjou Kuugo como o primeiro Shinigami Substituto. Por que ele é o primeiro e não o Ichigo?
    K: Já teria que existir o conhecimento do método de transformar um humano em um Shinigami Substituto quando a Rukia transformou Ichigo em um. Como ela saberia o procedimento se ela tivesse sido a primeira a fazer isso?

    J: Há histórias que você queria contar mas não conseguiu?
    K: Histórias não contadas existem pra basicamente todos os personagens da série. Muitas delas foram descartadas devido à falta de tempo. Por exemplo, tem a história do Grimmjow de antes do Aizen dominar o Hueco Mundo. Ela estava bem fresca, mas não pude contá-la.

    J: Os leitores estão pedindo cada vez mais por um novo artbook. Há várias novas imagens e personagens, mas nenhum artbook para mostrá-los. Será que o senhor estaria planejando fazer um novo?
    K: Meu editor recentemente começou a me pedir para fazer um novo, e perguntam sobre isso frequentemente. Eu adoraria fazer um novo artbook, mas há problemas sobre o melhor momento para isso, que me impedem de fazê-lo.


    J: Muito obrigado, Kubo-sensei.

    Já que várias perguntas importantes que eu gostaria que Joachim perguntasse ao Sensei foram deixadas de lado para que perguntas idiotas que ninguém se importa fossem feitas, eu fiquei perguntando pra equipe da Tokyopop Alemanha sobre a agenda do Kubo, para saber se havia tempo para fazer perguntas pessoalmente a ele. Inicialmente uma pessoa da equipe me disse sobre a possibilidade de fazer perguntas a ele após a entrevista. Não aconteceu. Entretanto, eu conversei com uma pessoa da equipe sobre me dar um ticket que permitia que eu pegasse um autógrafo. Quando perguntei a uma staff se era possível fazer perguntas desta vez, ela balançou a cabeça e me recomendou: “Nem perca seu tempo tentando”. Mas já que o intérprete do Kubo estava presente na hora do autógrafo, eu tentei.

    Tenho que admitir que, por causa da minha vergonha graças a vários fãs impacientes estarem atrás de mim, e ao meu coração batendo a 150 por minuto, eu me esqueci completamente de Buzzbee, e só consegui fazer duas perguntas, que eram sobre Äs Nödt (já que eu amo esse maluco maravilhoso ladrão de Bankais). De início, o Sensei ficou meio assustado com a minha abordagem repentina “Sensei, onegai!” (sua reação foi meio fofa, apesar de tudo), mas então ele gentilmente me disse:

    - Äs Nödt é um homem (para minha decepção pessoal).
    - Seu título, abreviado como “F”, é, de fato, “The Fear” (O medo).

    Foi realmente difícil me aproximar do Sensei para conseguir essa informação, então eu espero que vocês aproveitem essa entrevista e essas duas respostas que o Sensei me deu.
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    O que acharam da entrevista? O mangá está a todo vapor no Japão, e apesar do anuncio da última saga, parece ainda estar longe do fim (afinal, é o Kubo). Muitas revelações a respeito do moranguinho vem por ai...

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