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    sábado, 12 de março de 2011

    Live action de Pokémon + Confira o primeiro trailer!

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    Pois é, você agora deve estar fazendo aquela cara de “Você pirou? Não foi anunciado nenhum Live Action de Pokémon!” Não os culpo por isso. Fiz a mesma cara quando li isso também. Mas, mesmo sendo um projeto independente, trata-se da mais pura verdade. Em setembro do ano passado (ou seja, a uns 6 meses atrás), o site TheMovieBlog divulgou uma prévia de trinta segundos de um trailer da versão em live-action do desenho animado, intitulada “Pokémon: Apokélypse“. O vídeo não tinha boa qualidade, pois havia sido filmado dentro da sala de exibição teste. Depois do vazamento, o trailer completo foi divulgado na internet.  A história se passa num futuro alternativo, anos após as aventuras de Ash e cia. no anime. Muitos personagens da série aparecem, a maioria com um visual mais maduro (um Ash barbado por exemplo), mas nada que possa assustar (afinal, já vimos coisas piores que isso). Os efeitos não são de um Steven Spielberg da vida, mas dá para assistir.

    Sinopse: Celadon City não foi o mesmo desde os ginásios fechados. As batalhas Pokémon se tornaram clandestinas, e o esporte tomou um grande gosto por sangue. Ash, Misty e Brock são forçados a entrar no submundo da cidade para continuar treinando, mas os Pokémons não são os únicos em perigo. Agora, Ash deve optar por se tornar um mestre no mundo sombrio das batalhas ilegais com Pokémon, ou tomar uma posição desesperada para libertar todos da mão criminosa das Industrias Rocket.

     

     

    Não vou comentar o Meowth segurando uma metralhadora. E então, será que esse filme é melhor que Dragon Ball evolution? Comentem!

    [Atualizado – 12/03/2011 às 12:27] Segue abaixo um entrevista com os criadores do filme:

    Entrevista com Kial Natale (Diretor e Brock) e Lee Majdoub (Produtor Executivo & Ash Ketchum), com Corey Rollins:

     

    COREY ROLLINS: “Em primeiro lugar, este trailer tem um valor excepcional para a produção de uma peça fan-fiction. Isso foi um projeto paralelo apenas para se divertir? Pode se considerar parte de um programa universitário?”

    LEE MAJDOUB: “Foi um projeto paralelo que surgiu ao começarmos a trabalhar em curta-metragens. Comentamos também sobre a idéia de um live action ser criado. Kial queria no início GTA (Grand Theft Auto), e eu queria Dragon Ball Z. Acho que alguém mencionou algo sobre Pokémon que fez com que Kial escrevesse seu roteiro quase imediatamente. Eu cheguei a ler, e começamos a fazer isto, só que de uma maneira “sigilosa” por um tempo. No começo, Pokémon foi escrito com a idéia de ser um filme, e não um live action. Cenas completas haviam sido filmadas, mas nada que tivesse o efeito que Kial esperava. Queríamos tornar o filme tão legítimo possível. Elogio muito Kial, por ter dado o primeiro passo.”

    KIAL NATALE: “Este projeto era de fato uma bola de neve sem controle no começo. Para mim, ele começou como uma tentativa de fazer um vídeo sobre a paridade, com o conteúdo original do College Humor. Em algum lugar bem no fundo de meu coração, meu fanatismo por Pokémon há muito adormecido chutou, e eu só queria que ele continuasse mais e mais à retornar. Comecei a refazer e adicionar mais cenas, à retrabalhar os efeitos de pokémon. Para quem acha que nosso CG é ruim agora, deviam ter visto antes! Evoluímos e bastante!”

    COREY ROLLINS: “Este projeto, foi obviamente, elaborado por uma grande empresa. Exatamente quanto tempo foi necessário para montá-lo? Muitas pessoas foram envolvidas?”

    LEE MAJDOUB: “Uau. Já faz um tempo. Começamos a escrever há bem mais de 4 meses. Antes de estar tudo pronto e organizado para o começo do projeto, Kial deu o primeiro passo, mas apenas algumas pessoas queriam ajudar. Eu penso que ultimamente, Kial, Barry Liu (Diretor) e eu, começamos uma longa jornada para dar inícios às filmagens, cenário, e tipos de lugares que gostaríamos de gravar. Começamos aos testes para encontrar os atores, mas logo de cara, encontramos dificuldades, pois o que mais se encontrava não eram atores, e sim fãs de pokémon. Encontramos no teste alguns atores excepcionais, porém não se encaixavam no perfil que gostaríamos, mas continuamos tentando encontrar alguns no projeto. Eu acho que do começo ao fim, nós temos trabalhado duro, durante mais ou menos 1 ano e meio.”

    KIAL NATALE: “Em relação ao tamanho da equipe, tivemos cerca de quatro datas importantes para citar, com uma equipe que varia de 7 pessoas para apenas um operador de câmera e gravação de som. É bem difícil lembrar exatamente o número de pessoas, por que o trabalho no filme foi feito muito esporadicamente, quando enfim podíamos enquadrá-lo, como se fosse um trabalho de amor.”

    COREY ROLLINS: “A versão completa do trailler é carregada com ícones one-liners, e apresenta o clássico 150 hustler de pokémon, favorecendo obviamente, grandes fãs da série original. Algumas pessoas adoraram, porém criticaram por o filme não ser real. Alguns puristas hardcore pokémon ficaram extremamente chateados com a ideia de um filme live action de pokémon ser real. Especialmente com armas, que sem querer, poderiam estar trazendo referências de suicídio e violência num mundo sombrio e realista. O que fez você levar este projeto nesse sentido?”

    KIAL NATALE: “Me lembro quando estava no set de gravação um dia, conversando com Nicholas Porteous (o futuro editor de Pokémon) sobre um artigo que ele havia lido sobre um produtor que estava teorizando que o original filme do Incrível Hulk foi bombardeado perante às criticas, por não ser um filme misterioso e sombrio como Batman Begins era. Eu acho que posso atribuir o sucesso de Batman Begins ao nível de tom e estética, que algo diferente disto, era um insulto para a genialidade de Nolan. Nós brincamos que a moda agora é fazer filmes que dizem a respeito de escuridão e mistério, como as franquias de Batman, e começamos a falar sobre como nós amamos desde nossas infâncias, fazer adaptações interessantes sobre o que achamos dede inovador, como pokémon: O brilho de pokémon e sobre algumas horríveis criaturas que são questões de direito e dever partilhar com todos.”

    LEE MAJDOUB: “Bem, nós queríamos ver o quão longe poderíamos seguir, sem tornar a coisa absolutamente ridícula. Sabemos que seria dificil de pegar um tema como Pokémon, e transformá-lo em um live action, mas pessoalmente eu estava cansado de ver filmes de baixo nível baseados em videogames ou em animes. Eu sempre quis tornar os live actions uma forma de mistério. Eu tenho 28 anos, e cresci assistindo Dragon Ball Z, Pokémon e etc. E gostaria de ver ao menos um live action com idéias maduras de produção.”

    COREY ROLLINS: “O site destructoid.com mencionou o trailer completo que foi mostrado na recente convenção de Vancouver Anime Evolution, mas não informou outros detalhes ou fontes para essa informação. Será isso verdade?”

    KIAL NATALE: “Eu tentei hospedar uma seleção de improviso em um painel pokémon, mas eu me deparei com dificuldades técnicas. O lançamento mais recente poderia ter sido diferente, se eu tivesse conseguido suprir minhas deficiências, e obtido sucesso para lançar no lançamento do painel.”

    COREY ROLLINS: “O Anime Evolution foi a origem do lançamento? Se não, onde o vazamento do trailer surgiu? Foi realmente isso que aconteceu, ou foi uma jogada de marketing viral?”

    KIAL NATALE: “O vazamento de informações foi de fato inteiramente realizado por uma amiga minha. Sem multidão, sem triagem. Apenas um Timecode e uma filmagem de celular foram usadas, acreditem. Em retrospecto, eu teria escolhido um clipe que desse uma impressão mais clara. Ele teria respondido à uma série de perguntas sobre o motivo dos personagens serem mais velhos, mas eu também gostei da sensação de mistério que nos últimos 30 segundos foi mostrado. Respeito as pessoas que analisaram o vídeo tão de perto para determinar a validade e qualidade dele.”

    COREY ROLLINS: “Os fãs que realmente gostaram dessa ideia, a maioria pergunta em forma de comentários no YouTube: “Mesmo que seja fake, eventualmente, seria uma completa fan-fiction, de um curta-metragem, ou série baseada na própria web, em sua interpretação sombria de pokémon?”

    LEE MAJDOUB: “Eu, pessoalmente, adoraria fazer mais e mais. Em última instância, mandaria para Kial. Ele colocou mais trabalho para o projeto do que ninguém jamais tinha colocado. Se tivéssemos uma mãozinha com o CG, eu acho que algo mais sério poderia ser considerado com mais probabilidade.”

    KIAL NATALE: “Houve fãs que gostaram da versão de marketing “dark viral”? Ha-ha, estou apenas brincando. Estamos muito gratos pelos comentários e respostas positivas que temos, e eu pessoalmente, peço desculpas ao que ficaram devastados por acreditar que nossa adaptação fosse real. Aqueles que detestaram o trailer estão com sorte, no entanto, por que minha intenção não é fazer mais filmes relacionados à Pokemón. Eu tenho ordens judicias suficientes na infância, para durar uma vida toda!”

    COREY ROLLINS: “Dos meus trabalhos anteriores no cinema e edição, eu sei que há sempre cenas que ficam de fora da edição final, na maioria das vezes por causa de tempo, orçamento ou simplesmente não se encaixa na peça como um todo. Há alguns videoclipes ou cenas, que simplesmente não se consegue fazer a versão final para a apresentação, que você desejaria de poder ter deixado para os fãs?”

    LEE MAJDOUB: “Definitivamente. Parece que nós gravamos um monte de coisas, e ao mesmo tempo não o suficiente que eu gostaria que tivesse sido. Queríamos uma base para contar a história, mas percebemos que várias cenas não poderiam ser feitas, e assim seriam cortadas. Tivemos uma cena que aconteceu no apartamento de James Giovanni, onde ele é confrontado e recebe uma ordem para que seu trabalho fosse feito com eficiência. São cenas que contém uma certa ação, e que eu adoraria ver no trailer, mas não conseguimos dar a cena o tempo necessário”

    KIAL NATALE: “Certas piadas sobre as partes de corte foram feitas, como o Meowth cheirando doces, e procurando o famoso Rare Candy, e Ash usando um Geodude para bloquear uma bala que foi lançada contra ele. Caso contrário, ao menos uma parte de cada cena seria colocada, e ficaria incompleto. Pedir a um cineasta para que ele tivesse feito diferente até seria válido, no entanto, é uma questão muito humilhante. Estou tentado dizer tudo, mas esse é o ponto principal – estamos todos constantemente aprendendo e crescendo. Fiquei perplexo de ver como a internet estava dividida sobre este projeto. Vimos aqueles que gritaram contra a adaptação infiel de seus programas favoritos em filmes de grande orçamento, e ela me surpreendeu que não os fãs modernos têm uma voz, mas possuir a tecnologia para participarem na hora de contar suas histórias favoritas tudo bem né? Passe uma hora por dia a menos no Facebook ou no Starcraft 2 e mostre ao mundo o filme que você gostaria de ver! Adoraríamos ver outras interpretações de pokémon e outros!”

    COREY ROLLINS: “Gostaríamos de agradecer Kial e Lee pela entrevista conosco, e também gostaria de enviar uma mensagem enorme para todos que ajudaram a construir este pequeno pedaço de um pavoroso assunto da internet.”

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