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    terça-feira, 28 de agosto de 2012

    Chronos I - Distorção


    I
    Distorção
                Há muito tempo, existia um grande continente, conhecido com Atlântida, onde habitavam os Atlantis. Eles ficaram conhecidos por sua tecnologia incrivelmente avançada para sua época. Muitos acreditavam que tal avanço só se deu graças a um objeto conhecido como Chronos. Ele permitia aos Atlantis cruzar o tempo e com isso eles conseguiam conhecimentos de outras eras. Em pouco tempo eles se tornaram uma grande e próspera civilização. Porém, tal avanço teve um preço alto demais e os Atlantis sucumbiram às suas próprias ambições e foram fadados a destruição.
                Muitos arqueólogos dedicaram suas vidas buscando por esse objeto, mas nenhum obteve sucesso. O mais famoso deles, Ronald Riggs, formulou diversas teorias sobre a existência do Chronos, inclusive lançando vários livros a respeito do tema. Mas sua pesquisa não foi concluída, pois ele foi assassinado junto com sua família enquanto comemoravam o seu aniversário. E eu fui o único sobrevivente.
                O meu nome é Ray Riggs, tenho 19 anos e moro há cinco em Lorent, uma pequena cidade no interior da Europa, desde que meus pais morreram. Embora seja pequena, ela é bastante movimentada e com grandes edifícios. Ocupo um apartamento na Rua St . Thomas, 36, no 5º andar de um prédio que aparenta ter mais de 20 anos. O escolhi pela sua localização, há duas quadras da faculdade.  Não imaginava que ali viviam algumas das figuras mais bizarras que já conheci, como o Sr. Fitcher, o meu vizinho de corredor. Ele é casado há mais de 30 anos e tem uma estranha mania de se vestir com roupas de mulher. Sempre me assusto quando o vejo pegar o jornal usando um roupão floral, com delicadas flores bordadas nas mangas. Fora isso ele é um senhor bem simpático e atencioso.
                O mesmo não posso dizer do meu vizinho do apartamento 45.  Eu nunca o vi e os outros moradores dizem que desde que se mudou para o prédio manteve-se afastado do contato com o mundo externo. Sempre escuto os entregadores deixando comida na sua porta, mas nunca o vi abri-la. Sua caixa de correio permanece lotada com as cartas que ele nem se dá ao trabalho de pegar.
                Levo uma vida solitária e atormentada pelos fantasmas do meu passado. Mesmo saindo da cidade onde morava, parece que eles vão me perseguir até o fim da minha vida. Todos os dias acordo assustado às 2h da manhã, tendo pesadelos com o dia em que minha família foi assassinada. Então fico horas zanzando pelo meu pequeno e bagunçado apartamento até a hora de ir para a faculdade, onde curso o 2º semestre de Arqueologia. Nem sei como consigo acompanhar as aulas. Talvez seja pelos litros de café e energético que tomo todos os dias. Se bem que de vez ou outra eu durmo no meio da aula do Sr. Mackenzie, que não perde a oportunidade de jogar um apagador um mim.
                Saio de casa às 7h e vou para a lanchonete onde costumo tomar café, almoçar e às vezes jantar. O dono, Larry Collins, é um dos meus poucos amigos. Nos conhecemos desde o jardim de infância e estudamos juntos até o começo do 2º grau, quando ele se mudou pra Lorent com o pai. Desde então havíamos perdido o contato até que ele soube do que aconteceu e me convenceu a me mudar. Ele vive me contando das suas desventuras amorosas. Para ser sincero ele nunca levou muito jeito com as mulheres, mas acha que ninguém percebeu isso ainda. A lanchonete não é muito grande, mas seu serviço é bom, apesar de ter apenas dois funcionário e Larry fazendo as vezes de caixa, mas quando o movimento aumenta ele também atende as mesas.
                Sou sempre o primeiro a chegar à sala e aproveito para ler alguns livros que eram do meu pai. Tento achar ali qualquer coisa que explique o porquê da minha família ter sido morta daquele jeito. Mas sempre é em vão. Nada do que eu leio me ajuda a entender aquilo e quanto mais eu penso, parece que mais distante eu fico da resposta. A imagem daqueles homens invadindo a casa e atirando em todos e ateando fogo em tudo jamais sairá da minha mente. As investigações da polícia afirmaram que o incêndio foi acidental e se espalhou rapidamente devido as muitos materiais inflamáveis que havia na casa. Mas eu sei que isso tudo não passa de uma mentira e que certamente a perícia foi subornada pelo mandante do crime.
                Meus pensamentos foram interrompidos por uma mão macia que cobriu os meus olhos, acompanhado de um doce aroma de rosas.
                -Adivinha quem é. – Disse uma voz doce que penetrou nos meus ouvidos, me trazendo uma sensação de conforto.
                -Acha que eu não conheço suas mãos, Sally?
                Era Sally Winshper, minha melhor e quem a sabe a única pessoa que nutre algum afeto por mim na faculdade, já que a maioria me trata como “O esquisito” daqui. Nos conhecemos assim que eu me mudei para Lorent, e somos amigos desde então. Porém algo dentro de mim parece querer mais que uma simples amizade. Às vezes me pego admirando seus belos olhos verdes, sua pele clara e aveludada e o jeito com que ela enrola uma mecha do seu cabelo com a ponta do dedo. Até pouco tempo atrás não tinha entendido porque me sentia tão estranho perto dela, algo que jamais senti por ninguém.
                -Nossa você foi rápido dessa vez. – Disse ela com um sorriso radiante no rosto e se sentando ao meu lado – Como passou a noite?
                -Tendo pesadelos como sempre.
                -Você tá tomando seus remédios?
                -Claro que sim! Mas você acha que adianta? Cada dia que passa tenho a sensação de que eles é que estão em deixando assim.
                -Você já foi ao médico?  Sei lá, talvez ele saiba como acabar com essa insônia.
                -Eu fui, mas ele disse a mesma coisa de sempre, que resultado de um stress pós-traumático e que vai passar com o tempo.
                Todos dizem a mesma coisa. Já fui a centenas de psicólogos, psicanalistas e até a um especialista em medicina alternativa, mas a única coisa que eles fazem é me entupir de remédios que tiram o meu sono e o meu dinheiro. A cada 8 horas eu sou obrigado a tomar um medicamento diferente. O problema é que sempre me esqueço de tomá-los e por isso tive que programar o celular para me avisar na hora certa. Um dos lembretes é bem na hora da aula, mas os professores já se acostumaram com isso, embora eu possa ver a cara de ódio deles.
                Sally percebeu que eu estava lendo um dos livros do meu pai.
                -Você está lendo isso de novo? – Disse ela com uma feição preocupada – Até quando vai ficar remoendo essa história? Não percebe que isso está te machucando ainda mais?
                -Eu já te disse que não vou descansar até encontrar o desgraçado que matou a minha família. É o que me mantém vivo até hoje!
                Sally fechou o livro com raiva e me olhou feio. Percebi que era melhor não contrariá-la. Ficamos um bem tempo em silêncio. Quando olhei para ela vi uma expressão entristecida. De repente me veio uma vontade quase que incontrolável de abraçá-la, confortá-la, mas o meu corpo ficou completamente imóvel. Abaixei minha cabeça e disse em voz baixa:
                -Me desculpe.
                -Te desculpar pelo que? – Ela disse sem olhar para mim, fingindo ler uma apostila.
                -Por eu ser esse tolo que só consegue ficar revirando um passado cheio de sofrimento.
                Sally sorriu. Parecia aliviada por eu ter falado isso.
                -Seu bobo, não precisa se desculpar. - Disse ela pegando na minha mão – Só não quero vê-lo sofrer mais. Para mim isso já é o suficiente.
                Aos poucos os outros começaram a chegar. As aulas passaram mais rápido do que de costume. Para ser sincero não prestei muita atenção nelas. A única coisa que conseguia pensar era nas palavras de Sally. Após as aulas aproveitamos para fazer um trabalho sobre a civilização egípcia na biblioteca da cidade. É um prédio gigantesco, cheio de colunas de mármore e artefatos antigos. Dizem que tem mais de 500 anos. As enormes prateleiras repletas de livros antigos e repletos de conhecimentos, motivo pelo qual Lorent é considerada referência em estudos arqueológicos e históricos.
                Quando terminamos o trabalho já estava anoitecendo. Acompanhei Sally até a sua casa, num bairro um pouco afastado da faculdade, pois seria perigoso ela ir sozinha. Pensei em passar na lanchonete do Larry, mas desisti quando lembrei que teria que ouvir mais uma daquelas histórias de seus fracassos amorosos, e eu não estava com saco para aguentar aquela baboseira toda.
                Ao chegar à portaria do meu prédio, logo o porteiro me abordou antes que eu entrasse no elevador.
                -Senhor Riggs, que bom que chegou!
                -Gregory, quantas vezes eu já disse para me chamar só de Ray. Mas, o que aconteceu?
                -Me desculpe, mas deixaram esse envelope para o senhor – Disse ele me entregando um envelope pardo – Não sei quem trouxe, mas fui ao banheiro por um instante e quando voltei ele estava aqui.
                -Que estranho. Bom, obrigado.
                Subi para o meu apartamento, intrigado com aquela correspondência. Não tinha remetente e nem selo. Acendi as luzes. Abri o envelope e nem pude acreditar no que meus olhos estavam vendo. Sem dúvida, era a letra do meu pai. Sentei na cama e comecei a ler a carta. Cada palavra me trazia um misto de tristeza e felicidade. Fiquei completamente sem ação. Não sabia o que fazer após ter lido aquela carta. Tomei uma decisão, me levantei e peguei uma mochila que costumo usar nos trabalhos de campo da faculdade. Pus algumas peças de roupas e outras coisas. Procurei as chaves do meu carro, mas não as encontrei. Como não as uso não me preocupo em lembrar onde coloco as chaves. Finalmente as achei dentro de uma gaveta na cozinha. Não faço ideia de como elas foram parar lá. Com tudo pronto, desci para a garagem.
                 O porteiro estranhou essa minha mudança de rotina. Acho que deve ter se assustado, pois foram raras as vezes que usei aquele carro desde que tirei a licença para dirigir. Joguei minha mochila no banco de trás e peguei a estrada rumo a Silkred, o lugar onde nasci e onde todo esse tormento começou. Desde que sai de lá jamais havia voltado. Nunca tive coragem de ver o lugar que me trazia tantas lembranças dolorosas. Mas agora tem algo muito importante que me leva de volta a aquele lugar maldito. Já estava longe de Lorent, quando o meu celular tocou. Sally estava me ligando. Sua voz parecia preocupada, mas ela tentava disfarçar.
                -Alô, Ray? Liguei pro seu apartamento, mas você não atendeu. Então liguei para a portaria do seu prédio e o seu porteiro me disse que você havia viajado às pressas. Aconteceu alguma coisa?
                -Não, nada. Só tive que viajar para resolver algumas coisas. Talvez eu fique fora por dois ou três dias.
                -Entendo. – Disse ela com uma voz que ainda não escondia a preocupação – Então tá, se cuida. Quando voltar não se esquece de me ligar.
                Essas últimas palavras permaneceram em mim por algum tempo. A sua voz não transmitia mais aquele ar fraterno. Parecia mais uma esposa que espera ansiosa pelo retorno do seu marido. O que isso significava? Será que ela estava gostando de mim? Não, não pode ser. Nesses anos todos que nos conhecemos ela jamais correspondeu aos que sinto por ela, sempre me tratou apenas como um amigo, um irmão.
                Perdido nesses pensamentos nem percebi o animal que atravessava a estrada. Por pouco consegui frear o carro. Não consegui enxergar que animal era, pois estava bem escuro, mas parecia um cervo ou algo do tipo. Recuperado do susto, me preparei para seguir viagem, mas o alarme do meu celular tocou e era hora de tomar mais um dos meus remédios inúteis. Procurei dentro da mochila, mas não encontrei. Certamente os esqueci em casa, na pressa de sair. Desisti de procurar e segui em frente, afinal, aqueles remédios nunca serviram para nada mesmo.
                Saindo de Lorent são duas horas de viagem até Silkred. A cidade não havia mudado muito nos últimos anos. As casas mais antigas lembram muito a arquitetura do começo do século XX, o que contrasta muito com as construções modernas e os altos arranha-céus que já despontam por lá. São poucos, mas podem ser vistos de toda a cidade.
                Morávamos num bairro mais afastado do centro. Para falar a verdade, a nossa casa parecia mais um sítio, pois ocupava um enorme terreno cercado por árvores e cortado por um rio. Meu pai possuía um pequeno galpão que funcionava como seu escritório e biblioteca. Ele ficava bem ao lado da casa, uma construção que chamava bem a atenção. A nossa casa era mais simples. Não era tão grande, mas tinha três quartos e uma sala de estar confortável.
                A casa permanecia ali, intocável há cinco anos. Veio a minha mente os momentos felizes que passei ali, misturado com um sentimento de ódio e tristeza tomou conta de mim. Fiquei um bom tempo parado em frente à porta. Tomei coragem e entrei na casa. As chamas haviam consumido boa parte dos móveis e objetos da casa, mas as paredes estavam firmes. Tanto os detalhes em madeira como o telhado foram destruídos pelo fogo, espalhando telhas quebradas por todos os lados. Do corrimão da escada não sobrou nada. Aquele lugar me fazia mal. Decidi sair dali e ir logo ao galpão, já que era esse o lugar indicado na carta do meu pai.
                O galpão estava destruído. Grande parte dos livros havia queimado, mas eu pude perceber que eles foram revirados antes de atearem fogo. Parecia que estavam procurando por algo. Com isso a carta do meu pai fazia cada vez mais sentido. Me sentei perto de uma estante. Tirei o envelope de dentro da mochila e comecei a ler mais uma vez as últimas palavras do meu pai, as palavras que me levaram até ali e que deram um novo sentido a minha vida:
                “Ray, meu filho.
                Se você está lendo esta carta significa que já não estou mais ao seu lado. Provavelmente você ainda deve estar sofrendo com o que aconteceu, mas acho que o que eu tenho para dizer te dará forças para que continue a seguir em frente.
                Como você sabe, perdi muitos anos envolvido em minhas pesquisas. Mais do que isso. Deixei passar momentos preciosos ao lado da minha família. Viajava muito e praticamente não o vi crescer, não o vi se tornar um homem. Mas mesmo assim, cada momento que passamos juntos foi muito feliz. Lembra quando brincávamos no quintal buscando tesouros escondidos? Fazíamos tantos buracos que a sua mãe ficava brava com a gente. Você pode até não acreditar, mas nessas horas eu me sentia mais realizado do que quando faziam algum achado arqueológico. Só agora me dou conta do que perdi buscando por algo que só me trouxe desgraça.
                Por mais de 10 anos dediquei a minha vida buscando pelo Chronos. Creio que se lembre das histórias que contei a você sobre os Atlantis quando você era criança. Eles acreditavam que esse objeto havia sido dado a eles pelos deuses e que tinha poderes místicos. Eu fiquei fascinado por esse povo e decidi pesquisar profundamente sobre eles. Coletei tudo o que pude e encontrei artefatos e inscrições se referindo ao Chronos. Após anos finalmente consegui decifrar o enigma que o envolve.
                Mas agora percebo que ele é mais perigoso do que aparenta e isso esta atraindo o interesse de algumas pessoas. Tenho medo de que minha pesquisa caia em mãos erradas e por isso a escondi na nossa fortaleza secreta. Eu estou confiando ela a você agora, meu filho. Sei que saberá o que fazer com ela e não deixará que esses anos de trabalho duro sejam em vão.
                Saiba que onde quer que esteja sempre estarei ao seu lado. Nunca se esqueça de que prometemos sempre proteger aquilo que acreditamos, e eu acredito que você fará a coisa certa.
                                                                                                                          Ronald Riggs
    P.S.: A serpente devora a própria cauda num ciclo incessante para reverter o tempo.”

                Pensamentos nostálgicos tomaram conta de mim. Recordei os momentos em que ele chegava de viagem e brincávamos com os presentes que ele trazia para mim. Dos dias frios em que ficávamos em frente a lareira e das histórias que ele contava. Tínhamos um lugar secreto, que chamávamos de “a fortaleza”, onde passávamos horas desvendando seus segredos, imaginando aventuras.
                Ninguém sabia da existência daquele lugar, nem mesmo a minha mãe. O meu pai havia comprado a casa justamente por causa do enorme porão, ou melhor, uma galeria subterrânea que cortava a cidade de um lado a outro. Segundo meu pai, os antigos donos da casa eram contrabandistas e usavam os túneis para esconder as mercadorias.
                No galpão há uma passagem secreta que só pode ser aberta usando uma chave. De dentro do envelope eu tirei a chave, que já estava um pouco enferrujado devido ao tempo. Eu levantei e fui até uma grande estátua de mármore que havia no centro do galpão. Era a figura de um anjo com as asas fechadas. Na mão direita segurava um livro e com a outra apontava para o céu. Na base da estátua havia um brasão da antiga família que morava ali. Embaixo desse brasão estava o encaixe para a chave. Só assim era possível deslocar a estátua e revelar a passagem subterrânea.
                Descendo as escadas se chega a uma série de túneis, onde eu e meu pai costumávamos brincar. No fim dessas galerias havia uma espécie de escritório. Algo me chamou logo a atenção. Havia uma caixa, a qual eu não me recordava de tê-la visto antes. Quando a abri, dentro dela estava o diário do meu pai. Nesse diário ele registrava tudo sobre suas viagens. Era um caderno grosso, cheio de anotações, fotos e gravuras.
                De dentro dele caiu um estranho relógio. Ele era completamente rústico, parecendo ter sido feito a mão. Era prateado, com várias inscrições estranhas. Ao redor do mostrador havia vários círculos com algarismos romanos. Eu o peguei, e percebi que ele não tina engrenagens. Não parecia funcionar, mas a riqueza de detalhes impressionava. Com certeza é mais um dos achados do meu pai.
                De repente ele vibrou. Pensei que fosse minha imaginação, mas a vibração continuou. Não era uma vibração comum, parecia mais as batidas de um coração. Os ponteiros do relógio começaram a se mover lentamente em sentido anti-horário, mas a velocidade foi aumentando cada vez mais. Minha cabeça começou a ficar tonta. Tudo ao meu redor começou a se distorcer e a me esmagar, como se tempo e espaço tivessem se misturado, até que não senti mais nada. Parecia que tinha sido tragado por um buraco negro.
                Abri meus olhos. Meu corpo estava dolorido e eu um pouco nauseado. Olhei ao redor e percebi que o escritório havia sumido, e eu estava no meio de uma floresta enorme, algo diferente do que eu já havia visto antes. 
    Continua...
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    2 comentários:

    1. kra q historia maravilhosa esplendida adorei muito bom quando vai lnçr o rsto jah li ess prts 100000000000000000 de vzs e naum m cnç olha bm trabalho

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    2. Obrigado!
      Chronos deu uma paradinha, mas volta em janeiro. Estamos escrevendo mais alguns capítulos para poder ter uma boa quantidade e evitar interrupções na parte mais empolgante da trama (opa, nada de spoiler ¬¬'). Aguarde!

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